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Tratamento individualizado e humanizado.

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Projeto terapêutico

O projeto terapêutico do Serviço Hospitalar de Referência para a atenção a pessoas com sofrimento ou transtornos mentais severos e necessidades de saúde decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas, faz parte de uma ampla rede de atenção em Saúde mental, que envolve unidades de Saúde nos nove municípios da Baixada Santista, articulados pela DRS IV.

 

Funciona em regime integral, em plantões de 24 horas, para atender pacientes desta região, de ambos os sexos, inclusive adolescentes, encaminhados pela central de regulação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP).

 

O processo terapêutico segue todos os protocolos gerais da Saúde mental e é aplicado de forma individualizada, atendendo à demanda de cada paciente e envolve uma série de intervenções intensivas e multiprofissionais, como abordagem psiquiátrica, psicoterapia – individual e em grupo -, terapia ocupacional, oficinas terapêuticas, educação física e assistência social, dentre outras, para aproximar o envolvimento dos familiares e da comunidade ao tratamento e, no mais curto período de tempo, efetivar a reinserção do paciente na rede de atenção extra-hospitalar e social.

 

Objetivos:

 

O processo diagnóstico e terapêutico utiliza os mais modernos recursos disponíveis nas diversas áreas de conhecimento em Saúde mental. Isto se dá por meio de um trabalho coeso, transdisciplinar e focado nas necessidades do paciente que será assistido por toda a equipe técnica.

 

 Atividades diagnósticas e terapêuticas

No momento do acolhimento de cada paciente é realizado o cadastramento dos dados em sistema de gestão de acesso a todos os profissionais da assistência, cada um no seu âmbito de atuação, o que contribui para o prontuário do paciente.

 

  1. Avaliação inicial

O processo diagnóstico e terapêutico começa com uma entrevista guiada por um médico assistente e/ou plantonista, que é o responsável por indicar a hipótese diagnóstica do paciente no momento da realização da anamnese.

 

Esta avaliação inicial é composta por cinco etapas:

 

 

  1. Acompanhamento durante o período de internação

Ao se completar o processo de avaliação do paciente, os profissionais envolvidos no tratamento, de posse de todas as informações obtidas e por meio de fontes colaterais, formulam o plano terapêutico individualizado e humanizado para cada paciente, que norteará as intervenções durante a internação.

 

  1. Atendimento familiar

A participação das famílias no processo de recuperação do paciente é fundamental para o sucesso das intervenções terapêuticas. Neste atendimento, os familiares são informados sobre as dinâmicas, o diagnóstico e o tratamento do transtorno mental e também sobre as intervenções familiares pertinentes a cada caso. Os atendimentos para as famílias são feitos pela equipe multidisciplinar de forma individual ou por meio dos grupos de famílias.

 

  1. Atendimento intensivo

Este projeto contempla uma área com leitos para pacientes com sintomas mais intensos e de risco que demandem atendimento especial e um monitoramento de seu quadro de maneira mais intensiva e individualizada. Este espaço fica próximo aos Postos de Enfermagem na Ala Assistencial e é reservado para adolescentes e pacientes clinicamente instáveis com quadros psicóticos que possam colocar em risco sua integridade física e psicológica, como risco de suicídio, de auto ou heteroagressividade ou alterações graves de comportamento.

 

  1. Atendimentos especiais

São considerados atendimentos especiais às internações de adolescentes, idosos (acima de 60 anos) e gestantes.

 

             Atendimento a adolescentes

A internação de adolescentes, quando se faz necessária, é feita nos leitos ao lado do Posto de Enfermagem, em quarto que possui janela de observação voltada para o Posto, para facilitar a observação contínua do paciente. Essa modalidade de internação tem assegurada a presença de um genitor ou acompanhante legal durante todo o tempo em que o adolescente necessitar da hospitalização, tendo esse acompanhante direito a acomodação e alimentação, conforme previsão legal. A equipe interdisciplinar promove atividades específicas para estes pacientes, respeitando o projeto individualizado que cada adolescente necessite.

 

            Atendimento a pacientes da terceira idade

Pacientes desta faixa etária são internados em leitos próximos ao Posto de Enfermagem também para o monitoramento contínuo. Em função das características específicas deste grupo, a classificação de risco é uma ação protocolar, visto que são mais sujeitos a quedas ou possuem outras doenças simultâneas àquelas relacionadas à Saúde mental. Cabe ao clínico geral a observação mais detalhada dos problemas físicos do paciente. Essa modalidade de internação tem assegurada a presença de um acompanhante legal durante todo o tempo em que o paciente necessitar da hospitalização, tendo esse acompanhante direito a acomodação e alimentação, conforme previsão legal. A equipe interdisciplinar promove atividades específicas para esses pacientes, respeitando o projeto individualizado que cada adolescente necessite.

 

             Atendimento a pacientes gestantes

As gestantes também ficam internadas nas enfermarias próximas ao Posto de Enfermagem, pois necessitam de observação mais intensiva e há classificação de risco específica para essas pacientes. O serviço de Ginecologia/Obstretícia do Hospital Guilherme Álvaro é chamado a fazer o acompanhamento das gestantes em todos os casos, sem exceções. A equipe interdisciplinar promove atividades específicas para essas pacientes, respeitando o projeto individualizado que cada uma delas necessite.

 

Durante o período de internação, as gestantes participam de atividades socioterapêuticas, como pintura de telas e tecidos, música, vídeo, karaokê, bolas e colchonetes, entre outras, sob a supervisão de equipe profissional completa em oficinas dos grupos psicoeducativos.

 

  1. O processo de alta

A evolução clínica do paciente é discutida em reuniões da equipe interdisciplinar e, quando existe o consenso de que a melhora é significativa, ou seja, quando o paciente não se encontra mais em crise, define-se pela sua alta.

 

Caso o paciente tenha necessidade de medicação de alto custo, a solicitação é feita pelo médico, em parceria com a equipe de Assistência Social, que faz o contato com a unidade de referência do paciente para informar a previsão de alta e notifica os familiares. Os psicólogos podem ser envolvidos para discutir o procedimento de alta com os familiares, quando se fizer necessário, e os farmacêuticos fazem a orientação sobre os medicamentos, explicando como e de que forma deverão ser administrados ao paciente após a alta hospitalar.

 

Nos casos em que a alta ocorre em horários em que o Setor de Farmácia não está funcionando, a orientação farmacêutica é realizada pela Enfermagem, que também devolve aos familiares todos os pertences do paciente para a sua família.

 

O médico preenche o relatório de alta que será encaminhado para a unidade de referência informando de maneira sintética a evolução do paciente, desde a sua internação até sua alta do PAI Baixada Santista.

 

A principal característica do trabalho no PAI Baixada Santista é desenvolver um projeto terapêutico individualizado, que leve em consideração o quadro clínico de cada paciente, seu diagnóstico, estado atual, resposta terapêutica anterior e atual, sendo definidas nas reuniões interdisciplinares as melhores condutas a serem seguidas, de quais grupos ou atendimentos individuais ele deve participar, para que, por meio dessa sistematização, a equipe possa oferecer uma assistência propositiva com foco na alta do paciente no mais curto intervalo de tempo, possibilitando seu retorno para a família, a comunidade e ao seu serviço de Saúde mental de referência.